Reunião Pública ao vivo pela TVCEI canal 15

Amigos, tenho a alegria de anunciar o início, a partir de hoje, 12/01 das transmissões ao vivo das atividades públicas da Associação Médico-Espírita de Minas Gerais (Amemg), pela TVCEI. Transmitiremos toda quinta, das 19h às 21h, nossas reuniões públicas e aos sábados (a partir de 21/01), de 09 às 10:30h, o Curso básico de princípios médico-espíritas. Confira a programação de hoje:

19h Evangelhoterapia: Renovação do espírito – Lenilson
20h A caridade como força curativa da alma (Cura e Autocura: cap. 9) – Paula

Transmissões pelo Canal 15 da TVCEI – www.tvcei.com

Confiram e mandem suas opiniões e sugestões para comunicacao@ameeditora.com.br Esperamos vocês!

Curso de princípios básicos médico-espíritas

Aos sábados, das 09 às 10:30h.
Duração: 1 ano.
Gratuito. Aberto ao todos os interessados, que podem ingressar a qualquer momento do curso.
Porta de entrada para os profissinais da área da saúde que desejam ingressar em algum grupo de estudo e trabalho da Amemg (devem ter 75% de frequência no curso).
Local: Amemg – Rua Conselheiro Joaquim Caetano, 1160 – Nova Granada – Belo Horizonte
Ônibus: 8205 (via silva lobo). Veja mapa na página de abertura do site.

O curso inicia-se dia 21 de Janeiro, com o estudo:

“Porque utilizar os conhecimentos da Doutrina Espírita na área profissional”, que será ministrado por Andrei Moreira, presidente da Amemg.
O curso será também transmitido online via TVCEI: www.tvcei.com

Outros temas:

Relato das experiências da AMEMG: Grupo Bem vindo à vida

Relato das experiências da AMEMG: Tratamento espiritual – passe magnético e evangelhoterapia

Relato das experiências da AMEMG: Tratamento de Desdobramento terapêutico

Relato das experiências da AMEMG: Grupo de Psicooncologia – uma jornada com o paciente de câncer

Relato das experiências da AMEMG: Grupo de psiquiatria e Espiritismo

Relato das experiências da AMEMG: Grupo de dependências e codependencias

Deus

Espírito

Reencarnação e saúde

Mediunidade e saúde

Lei de Causa e efeito

Mente e consciência

Perispírito e saúde e doença

A Saúde e o adoecimento na visão espírita

Fluidoterapia: passe espiritual e água fluidificada

A oração como fonte de saúde

A pratica da caridade como ação terapêutica

A ação do pensamento como vetor de saúde ou doença

O perdão como atitude para a cura integral

A importância da família para a saúde

Afinal de contas o que promove a cura

O medico ou o terapeuta como curador?

Valorização da vida: gestação, parto, e maternidade, à luz da reencarnação

Dependência química, afetiva, sexual e espiritual

Aprendendo, desaprendendo e reaprendendo sobre o amor

Depressão: uma abordagem médico- espírita

Transtorno alimentar

Síndrome do pânico e ansiedade

Homeopatia e Espiritismo

Suicídio – visão espírita

Chacras ou centros de força

Sexualidade, afetividade e evolução

Homossexualidade sob a ótica do espírito imortal

Fé: sintonia com a vontade divina

E vós, o que fazeis de especial?

A cura na visa espírita – uma leitura das curas de Jesus

aos interessados no curso, envie nome completo, data de nascimento, número do telefone fixo, número do celular e profissão para: ameminas@yahoo.com.br com o assunto curso de princípios básicos médico-espíritas

Sugestões: comunicacao@ameeditora.com.br

RECURSOS FACILITADORES DO TRABALHO MEDIÚNICO

Pesquisa- Olinta Fraga

+ HOMOGENEIDADE ENTRE OS PARTICIPANTES- de objetivos, propostas trabalho, conhecimentos.

+ EQUILÍBRIO EMOCIONAL- centralização no trabalho, evitação de conversas e leituras de baixa vibração.

+ CONHECIMENTO- compreensão do funcionamento reunião. E atualização de formas de atendimento de acordo com as propostas espirituais. Cada tipo de paciente exige pesquisa do funcionamento psíquico. Atualização sistemática através de leituras mensagens, seminários e discussões de grupo. Estudo clássico de acordo com a nosologia.

+GENTILEZA

+OBJETIVIDADE

+ASSIDUIDADE/ PONTUALIDADE/COMPROMETIMENTO

+ALIMENTAÇÃO LEVE / DIÁLOGOS E LEITURAS AMENAS

L.M. 331 – Uma reunião é um ser coletivo, cujas qualidades e propriedades são as resultantes de todas as dos seus membros… Mais força quanto for mais homogêneo…A força da associação do pensamento dos assistentes…

É preciso que vibrem em uníssono, que se confundam… Num só, o que não pode ocorrer sem o recolhimento.

(rebaixamento da consciência de vigília  e abertura para acesso a corpos mais sutis)

André Luiz cita no livro “Os Mensageiros”:

__Obreiros desencarnados executam serviços de preservação e vigilância.

__Dividem a sala da reunião em faixas fluídicas, formando compartimentos onde ficarão os Espíritos sofredores, de forma a limitar-lhes a zona de influênciação sobre os encarnados, posicionando-os no espaço de trabalho dos médiuns em regime de atração vibratória, facilitando o atendimento.

__O ar é ionizado (processo de eletrificação do ambiente), o que torna o ar asséptico, livre de impurezas mentais.

“Uma reunião mediúnica forma um campo elétrico ou magnético”.

Quanto mais estiver o ambiente carregado de eletricidade ou magnetismo positivo, mais eficiente será a reunião.

Quanto mais esse ambiente estiver permeado de forças negativas, mais perturbada a reunião.

Essa a razão por que se pede que não haja movimento de gente na sala de reuniões, para se evitar que o campo elétrico seja desfavoravelmente carregado de energias negativas.

A conversação fútil, as discussões políticas, críticas ou palavras deprimentes “invertem” a corrente elétrica do campo. (Pastorino)

LEITURA – direcionamento de pensamentos e sentimentos

ILUMINAÇÃO- mais fraca, convite ao recolhimento

EXERCÍCIO RESPIRATÓRIO

“… Além de nos proporcionar o alimento no campo vibratório no qual nos localizamos, proporciona mudança de ondas eletromagnéticas do cérebro físico, facilitando às mudanças de estados de consciência”. Mensagem de Homero 26/03/01

 

MENTALIZAÇÃO / IDEOPLASTIA/ IMAGINAÇÃO CRIATIVA

Recursos favoráveis à manutenção dos campos magnéticos

Alinhamento dos chacras:

“Cada centro de força, despertando, aumenta as possibilidades dos sentidos físicos e espirituais, como também de faculdades psíquicas ou mediúnicas”;

“Cada um que desperta ou se desenvolve torna o Espírito capaz de perceber novas ordens de vibrações”. Edgard Armond – Passes e Radiações

“O fenômeno mediúnico é psíquico, porém as manifestações causam impressões sensoriais, emocionais, de sentimentos, nos médiuns”.

Homero 26/03/01

Portanto, à medida que aumentamos o nível de consciência, somos mais sensíveis às impressões recebidas.

PRECE

Ação conjunta formando salutar corrente fluídica; ondas curtas de altas vibrações.

Cada criatura constitui um acumulador, capaz de armazenar a energia espiritual (eletromagnética). Entretanto, essa energia pode esgotar-se. E se esgotará com facilidade, se houver “perdas” ou “saídas” dessa energia com explosões de raiva, ressentimentos e mágoas prolongadas…

…O acumulador pode ser novamente carregado por exercícios de mentalização positiva e de PRECE.

Os acumuladores nem sempre possuem carga suficiente de energia para determinado fim. “São então, reunidos “em série”, formando uma bateria.” Pastorino

Daí o motivo de nos assentarmos, numa reunião mediúnica, em redor de uma mesa.

Manifestações de espíritos rebeldes descarregam a energia, uma prece repõe essas energias.

A PALAVRA

“A palavra depois do impulso mental, vive na base da criação…”

“qualquer que ela seja surge invariavelmente dotada de energias elétricas específicas, libertando raios de natureza dinâmica..” André Luiz- E T C 12 ed. 137

“O dirigente deve utilizar a palavra com sobriedade, reconhecendo que não existirão formulações verbais sem efeitos.”

L.Palhano Jr. – Transe e Mediunidade 114

TRANSE

“Estado de baixa tensão psíquica… com o estreitamento do campo da consciência… o estado de transe não significa a supressão, mas a interiorização da consciência”.

“A consciência no estado normal é acanhada, no desprendimento (pelo transe) é vasta e profunda”. FEB C.M. II.

Transe superficial = “não há amnésia lacunar”

O médium tem consciência do que faz. Médiuns intuitivos.

Transe parcial = “Memória desperta em relação a alguns acontecimentos e amnésia lacunar para outros”

Transe profundo = “caracterizado pela extrema sugestibilidade e amnésia lacunar”

O estado de passividade é maior, porém o médium não perde totalmente a ligação com a consciência.

BIBLIOGRAFIA

Livro dos Médiuns- Codificador: Allan Kardec

Passes e Radiações – Edgard Armond

Mecanismos da Mediunidade – André Luiz

Apostila da FEB Mediunidade II

Técnica da Mediunidade – Pastorino

Os Mensageiros- André Luiz

A Imensidão dos Sentidos – Hammed

Mensagens Espirituais – Amemg

Transe e Mediunidade- L. Palhano

ABORDAGEM MÉDICO-ESPÍRITA DA DEPRESSÃO

Trabalho apresentado no  Seminário de saúde mental da AME-SP, no ano de 2006, em São Paulo, SP;  e no II Congresso de Saúde e Espiritualidade de MG, em agosto de 2007, na Faculdade de Medicina da UFMG, em Belo Horizonte, MG. (Carlos Eduardo Sobreira Maciel  – carlos.amemg@hotmail.com )

I – Introdução

Aspectos clínicos: a depressão é uma doença crônica e para que se faça o seu diagnóstico leva-se em conta a presença de um complexo sindrômico ( com 2 semanas de duração): sintomas psíquicos(humor depressivo, anedonia, desânimo, diminuição da concentração e do raciocínio); sintomas fisiológicos (alterações do sono, do apetite e do interesse sexual); alterações de comportamento (crises de choro, retraimento social, agitação ou lentificação psicomotora, comportamento auto-lesivo).

Segundo dados estatísticos, a depressão ocupa o 2º lugar no mundo como problema mental, perdendo apenas para os transtornos ansiosos. Representa 30% de todas as consultas médicas em qualquer especialidade. É  uma doença muito freqüente (2-19% da população) e tende a aumentar progressivamente ao longo dos próximos anos. Segundo a OMS, em 2020 a depressão será a segunda causa de incapacitação social, só perdendo para as doenças coronarianas. Faz-se urgente, a necessidade de melhor compreendermos as suas causas mais profundas e as possibilidades terapêuticas mais eficazes. Faz-se urgente que compreendamos a depressão como uma doença da alma.

II – Causas

Considerando a etiopatogenia da depressão, temos dentro de uma abordagem espiritual, dois grandes grupos de depressão: As depressões de fundo carmático (onde há um importante fator genético) e as depressões reativas (causadas por fatores ambientais, experiências de vida).

As primeiras se originam de ações moralmente doentias do espírito, em uma ou diversas encarnações, nas quais prejudicou a si e a terceiros, acarretando uma reencarnação onde há a escolha de material genético comprometido, predisposto à depressão. Já as segundas são desencadeadas por situações vividas na atual encarnação que levam ao adoecimento da tristeza.

É importante lembrar que obsessão espiritual também pode causar depressão. Os obsessores podem provocar depressão dos dois grupos. Atuando diretamente no material genético, seja no momento da fecundação (na escolha do óvulo e do espermatozóide) ou na mutação do zigoto, provocando a predisposição à depressão. E atuando na vida do indivíduo, aumentando a sua carga de estresse, provocando depressões do segundo grupo.

Também não podemos nos esquecer que a depressão antes de tudo é um processo auto-obsessivo, pois na realidade, há uma situação de rebeldia do espírito, cuja energia destrutiva é voltada contra si…os sintomas e sinais do deprimido apontam para esta direção: foge da luz, retraído; anorexia; insone; comportamento auto-lesivo….

III – Tratamento da depressão

Há no indivíduo deprimido, alterações bioquímicas no seu cérebro que explicam todos os sintomas da depressão. São as deficiências de neurotransmissores tais como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. Os medicamentos antidepressivos corrigem estas deficiências. Mas apesar de sua eficácia comprovada e do alívio e conforto para o paciente, trata-se ainda de um tratamento de “superfície”, de um tratamento das conseqüências da depressão no corpo físico.

IV -Recursos terapêuticos espíritas para a depressão

Podemos nos perguntar como aprofundar no tratamento da depressão, além do alcance dos psicofármacos?

Há pesquisas e estudos em diversos locais do mundo  que demonstram a importância da religiosidade na saúde das pessoas, independente da religião que se professa. Aqui então encontraremos recursos terapêuticos espíritas para tratamento da depressão, na certeza de que a Doutrina dos espíritos é o consolador prometido por Jesus.

1- Estudo doutrinário: que leva a criatura a uma maior compreensão de Deus e de Suas leis. A simples constatação da existência de Deus já alivia e conforta o homem e sustenta a sua esperança, combatendo importantes sintomas depressivos tais como a desesperança e a angústia.

A compreensão de suas leis, em especial da lei de causa e efeito, promove uma modificação importante na postura do deprimido diante da vida. Ele deixa de se ver como vítima do destino, abandonado pelas benesses divinas e por isto um grande sofredor, reconhecendo que todos nós somos donos do nosso rumo, portanto retira do outro as suas responsabilidades…o paciente se implica no processo de cura, se responsabilizando pelas causas e pela participação ativa no tratamento.

A Doutrina espírita, que tem Jesus como exemplo maior, estimula o autoconhecimento e a reforma íntima, levando a criatura ao tratamento das causas mais profundas das doenças. À medida que promove a sua reforma, o próprio espírito amplia as suas condições íntimas e melhora o seu estado vibracional, quebrando a sintonia com obsessores. E também adquire força mental capaz de atuar diretamente no campo material. Pode atuar no RNA (parte do código genético presente no citoplasma e passível de mutações) eliminando a predisposição genética à depressão, e no cérebro, melhorando as suas condições bioquímicas, produzindo maior quantidade de neurotransmissores, aprimorando a sensibilidade dos receptores e melhorando a sensibilidade do organismo aos efeitos dos medicamentos.

2- Prece: “Orar é identificar-se com a maior fonte de poder de todo o universo, absorvendo-lhe as reservas” Emmanuel (Pensamento e vida).

Há 2 tipos de oração: As proferidas pelo próprio necessitado e as intercessórias. Nas primeiras a atividade mental do paciente faz surgir novas energias que atuam no campo celular, modificando o funcionamento bioquímico. Muitos trabalhos científicos realizados com a ajuda da neuroimagem demonstraram que, durante a prece, ocorrem mudanças em certas áreas cerebrais (córtices parietais anteriores e pré-motores), levando a liberação de substâncias como as endorfinas, que produzem sensação de prazer e bem-estar, combatendo os sintomas depressivos, anedonia e mal-estar geral.

Quanto às orações intercessórias, os resultados da pesquisa realizada pelo doutor Carlos Eduardo Tosta (professor de imunologia da Faculdade de Medicina – Universidade de Brasília) demonstram a sua eficácia: 52 estudantes de medicina foram divididos em 26 duplas e tiveram seus sistemas imunológicos avaliados. Fotos de um estudante de cada dupla foram entregues a religiosos, os quais fizeram preces por eles sem que os mesmos soubessem disto. 36 meses depois, novos exames foram realizados e verificou-se que os estudantes que receberam as preces intercessórias  tiveram alterações positivas em seus sistemas imunológicos, ao contrário daqueles que não receberam.

Não podemos nos esquecer da importância da prece feita pelo profissional de saúde, abrindo espaço para o auxílio de entidades superiores, as quais auxiliam no diagnóstico e no tratamento.

Portanto a espiritualidade e os estudos científicos apontam para a mesma direção: a prece pode beneficiar um paciente, mesmo quando feita por terceiros

3- Fluidoterapia: André Luiz, nas obras psicografadas por Chico Xavier, se referiu à técnica da fluidoterapia (passes e água fluidificada) como sendo “uma transfusão de energia alterando o campo celular”. A fluidoterapia é a utilização de recursos magnéticos dos encarnados associados aos recursos de outros planos da vida, os quais podem atuar no corpo físico e no corpo espiritual.

O biólogo Ricardo Monesi, da UNIFESP, defende em sua tese de doutorado que essa prática funciona como tratamento complementar nos distúrbios orgânicos e psicológicos. Há alguns anos ele vem fazendo experiências com imposição de mãos em camundongos. O biólogo observou que os animais que recebem este tratamento por 5  dias consecutivos apresentam aumento da capacidade de destruir células cancerígenas.

No caso da água fluidificada,o passista imanta a água com suas melhores energias, através da imposição de mãos e/ou da mentalização. Ela absorve esses recursos facilmente, como encontramos em diversos trabalhos publicados recentemente, entre eles o livro do professor  Emoto, do Japão, sobre a capacidade da água de  absorver  energias sutis.

Novamente temos aqui a convergência de trabalhos científicos e  dos espíritos: podemos utilizar a fluidoterapia no tratamento da depressão através do consumo da  água fluidificada de  aplicações específicas de passes (o departamento de assistência espiritual do Hospital espírita André Luiz, em Belo Horizonte, vem desenvolvendo um interessante programa de tratamento com passes específicos para cada patologia psiquiátrica e com isto tem auxiliado o trabalho dos terapeutas daquela casa).

4- Atendimentos mediúnicos: Através  da mediunidade, o paciente deprimido pode receber orientações espirituais de conforto e tratamento desobsessivo. Considerando que a obsessão é um processo de sintonia mental e que o paciente quando em crise depressiva se encontra com a estrutura emocional e os pensamentos desequilibrados, ou seja, uma “antena defeituosa”, temos uma predisposição aos processos obsessivos, os quais agravam a depressão.

Vimos que a obsessão pode ser um fator causador  ou agravante desta patologia, e por isto deve ser dado uma atenção especial a esta situação.

5- O atendimento fraterno: oportunidade de esclarecimento ao doente e aos seus familiares de que a terapêutica espírita é complementar e não exclusiva e excludente, ou seja, não seria a única forma de  se tratar e nem dispensaria a assistência profissional necessária.

6- Atividades de promoção social: as casas espíritas possuem várias atividades de auxílio aos necessitados. Tais tarefas são uma oportunidade de aprendizado para aqueles que se dispõem a realizá-las. O contato com a dor do outro pode nos sensibilizar, dando-nos a verdadeira dimensão do nosso mal. Estas atividades podem despertar o deprimido, fazendo com que modifique seu comportamento.

V – Conclusão

Os  limites da medicina são um convite a uma ampliação dos nossos conhecimentos. O  tratamento médico psiquiátrico atual é feito com medicamentos que atuam nas delicadas estruturas do sistema nervoso central. Através  da compreensão da realidade do espírito observamos a ampliação do conceito de cura e entendemos que para se chegar a ela é preciso profundas mudanças na vida, no comportamento, para modificar a raiz do problema, a causa localizada nos tecidos mais sutis do indivíduo, no corpo espiritual.

A proposta médico-espírita é de  um aprofundamento do conhecimento das causas da depressão e do seu tratamento, no sentido da auto-cura.

Recomendamos que haja no cuidado do paciente deprimido, além dos tratamentos médico e psicológico,  um estímulo a religiosidade, respeitando as crenças individuais.

Afinal, como disse o mentor Joseph Gleber, no livro “O Homem Sadio”:

“Saúde é a real conexão da criatura com o criador”

referências em destaque Joseph Gleber – “O Homem Sadio – uma nova visão”

Autismo, Neurônios-espelho e Marcas Espirituais

Trabalho apresentado no MEDINESP, Congresso Médico-Espírita Nacional e Internacional, realizado em junho de 2007, São Paulo, SP. (Carlos Eduardo Sobreira Maciel  – carlos.amemg@hotmail.com )

0 – Introdução:

Estamos há 150 anos buscando uma integração cérebro-mente –espírito e ao analisarmos a história das descobertas e avanços científicos percebemos que ela é permeada por acidentes e coincidências inacreditáveis, o que nos revela que não estamos sós nesta jornada.

No que se refere ao autismo, temos bons exemplos disto: dois homens em lugares distintos, numa mesma época, sem  se comunicarem, dão o mesmo nome à doença e 50 anos depois as células doentes do autismo são descobertas acidentalmente…

I – História:

Na década de 40, dois médicos, o psiquiatra americano Leo Kanner e o pediatra austríaco Hans Asperger, descobriram o distúrbio de desenvolvimento que afeta milhares de crianças em todo o mundo. Foi uma descoberta isolada – nenhum dos dois sabia o que o outro pesquisava, e ambos deram o mesmo nome à síndrome: Autismo. Foi considerada uma “coincidência inacreditável”, mas fica claro que houve uma intervenção do plano espiritual ao nos convidar para dar mais atenção àquelas crianças e ampara-las no seu sofrimento.

A palavra autismo vem do grego autos, que significa “de si mesmo”. O nome é perfeito. O traço mais flagrante da doença é o isolamento do mundo exterior, com a conseqüente perda de interação social. Em vez de dedicar-se à exploração do mundo exterior, como acontece normalmente, a criança autista permanece dentro das fronteiras de seu próprio universo pessoal.

II – Conceito, quadro clínico e epidemiologia:

Segundo a OMS, o autismo é um transtorno invasivo do desenvolvimento, definido pela presença de desenvolvimento anormal que se manifesta antes da idade de 3 anos e pelo funcionamento anormal em três áreas: interação social, comunicação e comportamento restrito e repetitivo.

O comprometimento da interação social é observado na falta de empatia, na falta de resposta às emoções de outras pessoas e no retraimento social.

Já o comprometimento da comunicação é percebido na falta de uso social da linguagem, na falta de linguagem não-verbal, na pobreza de expressão verbal e no comprometimento em jogos de imitação.

O autista também apresenta um comportamento restrito e repetitivo, o que pode ser observado através de estereotipias motoras e preocupações estereotipadas com datas, horários e itinerários.

Podem também existir sintomas inespecíficos como fobias, auto-agressão, ataques de birra e distúrbios alimentares.

Há deficiência mental em cerca de ¾ dos casos, embora todos os níveis de Q.I. possam ocorrer em associação com o autismo. Às vezes há capacidade prodigiosa para funções como memorização, cálculo e música.

Segundo recentes publicações da Revista Brasileira de Psiquiatria, publicação da ABP, alguns autores sugerem que o diagnóstico já pode ser estabelecido por volta dos 18 meses de idade. Outras informações epidemiológicas mostram que há de 1a 5 casos em cada 10.000 crianças e que a doença ocorre em meninos 2 a 3 vezes mais do que em meninas.

III – Causas:

A maioria dos casos de autismo tem causa desconhecida. Alguns casos são presumivelmente decorrentes de alguma condição médica das quais infecções intra-uterinas (como a rubéola congênita), doenças genéticas (como a síndrome do x frágil) e ingestão de álcool durante a gravidez (provocando a síndrome fetal alcoólica) estão entre as mais comuns.

IV – Neurônios-espelho:

Descobertas científicas recentes apontam para um defeito nos neurônios-espelho  como causa do autismo. Estes neurônios são um subconjunto de células que refletem no cérebro do observador os atos realizados por outro indivíduo (se  eu pego um objeto, alguns neurônios são ativados em meu cérebro; se eu observo o indivíduo pegando o objeto, os mesmos neurônios são ativados em meu cérebro como se eu estivesse pegando o objeto).

Os neurônios-espelho foram descobertos, acidentalmente, no início da década de 90 por pesquisadores italianos da Universidade de Parma, que estudavam um determinado tipo de neurônio motor de macacos. Este neurônio disparava quando o macaquinho pegava uma fruta e para surpresa de todos, disparou também quando ele observou um dos pesquisadores pegar a fruta, como se ele mesmo estivesse pegando-a para comer.

Uma série de experimentos realizados posteriormente demonstrou a existência destes neurônios no cérebro humano. Portanto podemos dizer que através dos neurônios-espelho, nós podemos compreender “visceralmente” um ato observado. Nós sentimos a experiência vivida por outro em nossas mentes. Mas não é só esta a função destes neurônios.

Diversos estudos realizados nas Universidades da Califórnia e College de Londres e no centro de Pesquisa Jülich, na Alemanha, demonstraram as funções de reconhecimento de intenções dos atos, de emoções vividas por outra pessoa (então se uma pessoa te diz: “eu sei o que você está sentindo”, talvez ela não saiba o quanto esta frase é verdadeira) e o importante papel de aprendizado por imitação de novas habilidades, como a linguagem por exemplo.

A partir do final da década de 90, pesquisadores da Universidade da Califórnia se empenharam em determinar uma possível conexão entre neurônios-espelho e autismo, já que ficou demonstrada a associação entre essas células e empatia, percepção dos atos e intenções alheios e aprendizado da linguagem, funções deficientes nos autistas.

V – O sistema espelho “quebrado”:

E realmente,  estudos realizados  na Universidade de Saint Andrews, na Escócia, Universidade de tecnologia de Helsinque, na Finlândia, além dos estudos na Universidade da Califórnia, provaram que a atividade dos neurônios-espelho dos autistas é reduzida em diversas áreas cerebrais:

-   No córtex cingulado anterior e insular, o que pode explicar a ausência de empatia;

-    No córtex pré-motor, o que pode explicar a sua dificuldade de perceber atos alheios;

-   E no giro angular, explicando problemas na linguagem.

VI – Marcas espirituais – patogênese remota:

Apesar dos avanços científicos, o autismo permanece um mistério, um desafio, um enigma que só se revelará mais claramente ao nosso entendimento a partir da introdução da realidade espiritual.

Já se sabe que disfunções neurológicas (como as disfunções dos neurônios-espelho) produzem repercussões de natureza autística, mas continuaremos com a pergunta maior: que causas produzem as disfunções neurológicas? Se a responsabilidade for atribuída aos genes, a pergunta se desloca e se reformula assim: que causas produzem desarranjos nos complexos encaixes genéticos?

Segundo a literatura médico-espírita e orientações mediúnicas recebidas no GEEP da Associação, o autismo como outros graves distúrbios mentais (psicoses por ex.) resulta de graves desvios de comportamento no passado, de choques frontais com as leis que regem o universo. Então, o que antecede à predisposição genética e às disfunções neurológicas são as graves faltas pretéritas.

Entre o passado de faltas e as    presentes alterações genéticas, neurológicas e mentais do autismo encontramos uma ponte que liga estes dois momentos distintos. Esta ponte é o próprio processo de reencarnação. Aqui se encontra a formação do autismo. Há duas possibilidades ou vias de ligação:

1a O reencarnante com profundas lesões perispirituais  produzindo alterações neurológicas e a conseqüente formação do autismo.

2a O reencarnante rejeita a  reencarnação levando à formação do autismo.

Na 1a possibilidade, a consciência do reencarnante marcada pela culpa, acarretou severos danos no perispírito e conseqüentes lesões no SNC. Há uma incapacidade de organizar um corpo sadio na atual encarnação. Neste caso a entidade espiritual fica aprisionada no corpo deficiente, sem conseguir estabelecer comunicação. Esta possibilidade ou via de formação do autismo é defendida por alguns estudiosos que acreditam que certos autistas, constituem angustiantes tentativas de se entender com o mundo externo. Há casos de autistas que alcançaram certa melhora e relataram que muitas vezes entendiam o que as pessoas lhe diziam, mas não sabiam como responder verbalmente. Recorriam, por isto, aos gritos e ao agitar das mãos, único mecanismo de comunicação que dispunham.

Na outra possibilidade, via ou ponte de ligação entre passado de faltas e autismo, temos o indivíduo com a consciência marcada pela culpa, temendo colher os frutos em uma nova existência compulsória, rejeitando a reencarnação, provocando autismo. No livro “Loucura e obsessão”, de Manoel Philomeno de Miranda, temos a   confirmação da hipótese de rejeição à reencarnação. Nos capítulos 7 e 18, o Dr. Bezerra de Menezes explica que o indivíduo com a consciência culpada é reconduzido à reencarnação e  acaba buscando o encarceramento orgânico para fugir sem resgatar as graves faltas do passado.      Trata-se de um vigoroso processo de auto-obsessão, por abandono consciente da vida. Conclui dizendo que muitos espíritos  buscam na alienação mental, através do autismo, fugir às suas vítimas e apagar as lembranças que o atormentam.

VII -  Marcas espirituais – os sintomas:

Considerando a possibilidade de rejeição à reencarnação  podemos fazer uma nova leitura dos sintomas autísticos. Começando pelo isolamento, sinal de que o autista não admite invasões em seu mundo; como porém, a participação mínima do lado de cá da vida é inevitável, sua manifestação se reduz a alguns movimentos repetitivos como agitar as mãos, girar indefinidamente um prato ou a roda de um brinquedo, qualquer coisa enfim, que mantenha a mente ocupada com rotinas irrelevantes que o livrem do convívio entre as pessoas.

Uma explicação possível para o sintoma autista de girar sobre si mesmo, seria a produção de tonteira através da rotação, provocando um passageiro desdobramento entre perispírito e corpo físico, livrando a criança, momentaneamente, da prisão celular.

As crianças autistas muitas vezes manifestam rejeição a alguma parte do corpo, através de auto-agressão. Isso pode ser um sinal de rejeição à própria personalidade.

Quanto à relação ambígua consigo mesma, manifestada pela troca dos pronomes pessoais (referindo-se a si mesma como “tu” e ao outro como “eu”), podemos pensar na possibilidade de obsessão espiritual, já que com os desacertos do passado, muitos são os desafetos.

Uma análise mais profunda da disfunção da linguagem, pode ser feita a partir da hipótese proposta por Hermínio Miranda em seus livros  “A alquimia da mente” e “Autismo, uma leitura espiritual”. Segundo o autor, normalmente ao reencarnar, o espírito se instala à direita do cérebro e por 2 ou  3 anos passa para o hemisfério esquerdo a programação da personalidade daquela encarnação. Neste período é formado o mecanismo da linguagem. No caso do autismo o espírito permanece –autísticamente-  no lado direito, área não-verbal do cérebro, sem participar deste processo. É natural que este ser que vem compulsoriamente, sem interesses em envolver-se com as pessoas e o mundo, torne o seu sistema de comunicação com o ambiente, o mais rudimentar e precário possível. Encontramos informações que reforçam esta hipótese:

-1a sabe-se que o corpo caloso, estrutura que liga os dois hemisférios cerebrais, não desempenha durante os  primeiros 2 ou 3 anos de vida, a função de separar faculdades dos dois hemisférios.

-2a a partir do segundo ou terceiro ano de vida é que o hemisfério esquerdo assume a linguagem.

-3a o autismo eclode até o terceiro ano de vida quando se percebe uma interrupção do desenvolvimento da linguagem.

Parece então que até os 2-3 anos as crianças vão se comunicando através dos 2 hemisférios, e a partir de então só se comunica quem tiver implantado no h.esquerdo esta função, o que não acontece com o autista.

VIII  – Tratamentos:

O autismo é um quadro de extrema complexidade que exige abordagens multidisciplinares, visando a questão educacional e da socialização, assim como o tratamento médico.

O tratamento médico é realizado com medicamentos para reduzir sintomas como agitação e agressividade.

É importante dizer que pesquisas têm sido dirigidas no sentido de se encontrar medicamentos que estimulem a liberação de neurotransmissores específicos ou reproduzam os seus efeitos. Neurotransmissores  que sejam responsáveis pelo funcionamento químico dos neurônios-espelho.

Do ponto de vista do espírito, por mais paradoxal que possa parecer, o remédio para o autismo é o próprio autismo como forma de drenagem perispiritual.

IX – Prognóstico:

Alguns pacientes autistas conseguem alcançar um certo nível de autonomia. A literatura mostra que alguns fatores estão ligados a um melhor prognóstico:

1-    Significativa destreza verbal adquirida antes de instalada a doença.

2-    Diagnóstico precoce e concentração de esforços tão cedo quanto possível. Tratamento e terapia devem ser iniciados quando a anormalidade é observada na criança pela 1a vez.

X – Conclusão:

Na certeza de que a diferença mais importante entre nós  e nossos pacientes está em um pouco mais de boa vontade de nossa parte, e isto foi dito mais de uma vez pelo nossos mentores, cito mais uma vez o sr Hermínio Miranda para concluir este trabalho.

É necessário construir uma ponte para ligar o mundo externo ao mundo íntimo do paciente. É importante que não nos comportemos de forma autística, nos fechando nos nossos mundos de clichês, cheios de padrões, desinteressados em andar metade do caminho, na direção do paciente.

Uma possibilidade é tentar interpretar os seus sinais não-verbais. É bem verdade que não há muitas palavras no dicionário deles, mas a linguagem universal do amor também é não-verbal. Para se expressar através dela, há os gestos, a vibração sutil da emoção, da solidariedade, da paciência, da aceitação da pessoa como ela é, não como queremos que ela seja.

Se estivéssemos no lugar deles, como gostaríamos de ser tratados? É presumível que eles estejam fazendo tudo que lhes seja possível, dentro de suas limitações. Com um pouco de boa vontade de nossa parte, talvez concordem em tocar a mão que lhe estejamos oferecendo a fim de saltarem o abismo que nos separa!

XI – Referências bibliográficas:

1-    Revista Scientific American

2-    Revista Brasileira de Psiquiatria

3-    CID 10

4-    Autismo, uma leitura espiritual – Herminio Miranda

5-    Alquimia da Mente – Herminio Miranda

6-    Orientações mediúnicas, Grupo de Estudos de Espiritismo e Psiquiatria da AMEMG